Prevenção contra o Câncer de mama

Outubro foi reconhecido como o mês da conscientização e prevenção contra o câncer de mama. Mas é importante lembrar que esta é uma data simbólica para que a população brasileira não se esqueça da doença, que ainda se encontra entre os três principais tipos de câncer no mundo, seguido de pulmão e o colorretal.

O câncer de mama, comum, passível de ser detectado precocemente e com potencial de tratamento efetivo, deve ser continuamente lembrado pela população. E sua prevenção, levada a sério!

Entenda algumas informações importantes e por que você deve estar sempre atenta à saúde de suas mamas.

O câncer de mama no Brasil e no Mundo

Segundo estimativa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), serão diagnosticados, no Brasil, 66.280 novos casos de câncer de mama por ano, de 2020 a 2022. Isso significa um risco de aproximadamente 61 casos por 100 mil mulheres — grupo no qual este tipo específico de tumor tem incidência predominante.

Além disso, o câncer de mama é o tipo mais comum entre a população feminina e ocorre aproximadamente em 25% das mulheres diagnosticadas com câncer. Em 2018, foram registrados 2,1 milhões de novos casos mundialmente — o que representa 11,6% de todos os cânceres diagnosticados no planeta.

Ainda de acordo com o INCA, o câncer de mama é o quinto em questão de mortalidade no mundo. No mesmo período de 2018, foram estimadas mais de 627 mil mortes acometidas pela doença. O que representa 6,6% do total de mortes por todos os tipos da doença.

O câncer de mama acomete mulheres de todo o planeta, sem qualquer evidência de relação entre a condição socioeconômica regional. Entretanto, a redução de tratamento, com reposição hormonal em mulheres pós menopausa, em países desenvolvidos foi relacionado a uma baixa nas taxas de incidência da doença.

Entenda mais sobre as formas de prevenção e o tratamento para que você fique atenta aos sinais do seu corpo. Afinal, nunca esqueça de se amar e se cuidar em primeiro lugar.

Prevenção

Quando o assunto é câncer de mama, a imagem que vem à mente é a do autoexame. Esta prática é importantíssima, mas não é a única. Ela deve ser combinada a um estilo de vida saudável e à atenção a fatores de risco já documentados para a doença.

Apesar de mulheres acima de 50 anos de idade terem uma chance maior de desenvolver a doença, esse não é o único fator de risco — mesmo sendo o mais importante.

Fatores genéticos também contribuem para o risco de desenvolvimento da doença, como mutações nos genes BRCA1 e BRC2. A obesidade, sedentarismo e a menopausa tardia configuram outros elementos importantes.

Ou seja, por meio da alimentação, nutrição, redução do consumo de álcool, atividade física e gordura corporal adequados é possível reduzir o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Isso além de uma série de doenças que podem ser causadas por um estilo de vida que não prioriza a saúde. Até aí, nenhuma surpresa. Para quem é mãe, a amamentação também se mostrou um fator protetor.

Diagnóstico precoce e tratamento

Assim como em tipos diferentes da doença, se diagnosticado cedo, o câncer de mama tem tratamento. E suas taxas de sucesso têm sido muito boas com o avanço das descobertas científicas. Para pacientes diagnosticadas precocemente, as chances de cura são de até 95%!

Em contraposição, quanto mais tarde a doença for diagnosticada e tratada, ou seja, quanto mais avançado for o estágio do câncer, as chances de cura são reduzidas.

É por isso que é tão importante a conscientização. Conhecendo seu corpo e suas mamas, as mulheres são capazes de identificar alterações, que possam indicar anormalidades. Mesmo que elas sejas mínimas, é importante procurar um médico imediatamente.

Além disso, deve-se realizar os exames de mamografia periodicamente. Segundo estimativas do INCA, a mortalidade da doença diminui em cerca de 20% nas mulheres entre 50 e 69 anos que realizam o exame a cada dois anos. Esta é a orientação do Sistema Único de Saúde (SUS), por determinação do Ministério da Saúde.

Mesmo assim, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomendam a realização anual da mamografia regular a partir dos 40 anos, mesmo em mulheres assintomáticas. Isso porque a detecção precoce é reconhecida por salvar vidas.

Após detectado o câncer de mama em uma paciente, o prognóstico varia bastante de acordo com a extensão da doença, também chamada de estadiamento, assim como das características específicas do tumor. E o tratamento é dividido entre o Local (cirurgia e radioterapia) e o Sistêmico (quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica).

Estágios do Câncer…

Durante os Estágios I e II, a doença ainda é passível de cirurgia e tratamentos localizados. Dependendo do caso, a cirurgia pode ser conservadora, com a retirada apenas do tumor. Entretanto, há casos onde a orientação ainda é a mastectomia, com retirada da mama e reconstrução mamária.

Existe a possibilidade de indicação de tratamento sistêmico neste estágio, dependendo do risco de recorrência (idade da paciente, comprometimento linfonodal, tamanho tumoral, grau de diferenciação) e das características do tumor.

O Estágio III representa casos em que o tumor encontrado já tem um tamanho avançado, mas ainda localizados. Aqui, o tratamento é iniciado de forma sistêmica, com quimioterapia, principalmente. Dada uma resposta adequada, segue-se com o tratamento local (cirurgia e radioterapia).

O Estágio IV é aquele onde são encontradas evidências de metástase — quando o câncer já não mais está restrito à area das mamas. Neste caso, o tratamento tem como objetivo prolongar a sobrevida e focar na qualidade de vida do paciente. A modalidade principal nesse estádio é sistêmica, sendo o tratamento local reservado para indicações restritas.

Por isso, não deixe de lado a sua saúde e esteja sempre atenta aos sinais que seu corpo te dá. Faça o acompanhamento médico regularmente e previna o câncer de mama durante o ano inteiro. Afinal, se cuidar é fundamental!

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